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Ler ou não ler? Eis a questão

Redação 22/06/2009 as 03:00
Texto Política

A leitura de correspondências encaminhadas ao Legislativo Municipal causou debate e muitas discordâncias entre alguns vereadores durante a sessão da semana passada. O motivo foram documentos que criticavam tanto a postura da Câmara em não permitir manifestações da platéia, quanto os que comentavam acusações de crime ambiental feitas pelo vereador Dejair Machado (DEM) contra o Executivo, na reunião anterior.

Tudo teve origem em um pedido do próprio Dejair para que não fosse lido um deles, que tecia comentários em seu desfavor. O vereador Norberto “Quito” Maestri (PMDB) solicitou que esta mesma correspondência fosse lida pelo 1º secretário, Eduardo Hoffmann (PDT).

Através de requerimento, Dejair pediu que fosse votada a suspensão da leitura para que fosse suspensa a leitura do documento. O requerimento chegou a ser colocado em votação, mas a Mesa Diretora voltou atrás ao ser alertada que é um direito dos vereadores, garantido pelo Regimento Interno, de solicitar a leitura de documentos que sejam de seu interesse.

Antes disso, oposição e situação travaram um embate, alternando votos favoráveis ou contrários à leitura. “Se formos abrir parênteses para que alguns sejam lidos e outros não, o plenário vai decidir. O plenário é soberano. Ou ouviremos todos, ou nenhum”, comentou Dejair Machado.

O vereador Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) concordou com o colega de bancada. “A Casa é soberana, senão vai virar uma bagunça. Todos os documentos por interesse político serão lidos e os outros não”, disse.

Por outro lado, Edson Rubem Muller (PP) buscou defender a leitura das correspondências de acordo com os interesses dos legisladores. “Acredito que as correspondências que esta Casa recebe são documentos de manifestações da população, em que alguns são de interesse desta casa”, destacou o pepista. O líder do governo, Valmir Ludvig (PT), lembrou Dejair sobre o fato de que a leitura a pedido dos vereadores é um direito garantido pelo Regimento Interno do Legislativo.

No início de cada sessão, o presidente do Legislativo solicita ao 1º secretário que proceda a leitura das correspondências recebidas pela Câmara durante os dias em que não houve reunião. O Rgimento permite que cada vereador solicite que o conteúdo dos documentos seja lido na integra. Um dos documentos entregues na sessão, cuja leitura foi defendida pelos representantes do governo, foi encaminhado por integrantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

 


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